Podemos dizer que o herbicida glifosato é um dos
 
pesticidas mais conhecidos pelo público em geral.

Os produtos herbicidas nos quais o glifosato está presente como ingrediente ativo são considerados universais, totais e sistêmicos, amplamente utilizados por pequenos jardineiros e agricultores de grande escala.
 
O glifosato é amplamente usado devido ao seu efeito universal.

É aplicado principalmente na agricultura para remoção de ervas daninhas nos campos antes da sementeira ou, antes da germinação das sementes. Culturas como cereais, milho, colza ou girassol são pulverizados com glifosato antes da colheita para secá-los (dessecação) permitindo reduzir que humidade nos grãos antecipando a colheita destas searas.  




O glifosato é usado para o controlo de ervas daninhas em vinhedos e pomares, parques, áreas públicas ou ferrovias. Destacar que a aplicação excessiva de glifosato é contraproducente, pois as plantas ganham resistência a este herbicida, o que leva os agricultores a aplicar outros herbicidas também nocivos para o ambiente.
 
Devido ao uso prolongado com pouca regulação do herbicida glifosato, o ambiente, os produtos agrícolas, a água e os alimentos estão altamente contaminados por esta substância.
 


O glifosato e seu produto de degradação AMPA (ácido aminometil fosfórico) são, frequentemente detectados em todo o espectro de alimentos, cereais, cerveja, frutas, legumes e água potável.


O glifosato geralmente não é persistente no solo.
 
Após a aplicação no campo, o destino do glifosato
 
depende do tipo de solo.
Em certos tipos de solos aráveis, o glifosato liga-se a outros componentes contendo alumínio, tornando-se inerte. Porém em certos tipos de solos, o herbicida permanece ativo e é degradado por microrganismos do solo. Com base nesse princípio, a descoberta de glifosato nas águas subterrâneas, que serve como fonte de água potável, não é frequente. No entanto, muitos estudos realizados em todo o mundo confirmam a presença de glifosato em águas subterrâneas, na ordem dos nanogramas por litro. Quantidades vestigiais de glifosato e AMPA atingem a água potável e o ciclo natural. 
É óbvio que o destino do glifosato no solo e sua subsequente transferência para as águas subterrâneas dependem de vários fatores, como: tipo de solo, sua composição química, teor de água, cultivo contínuo e outros. Por outro lado, deve-se destacar a elevada frequência em que se quantifica a presença de  glifosato em águas superficiais. O controlo contínuo do solo quanto ao conteúdo de glifosato, antes da aplicação ou determinado intervalo de tempo contribui significativamente para o controlo do ciclo deste herbicida no meio ambiente.
 
A monitorização de glifosato no meio ambiente e em alimentos está cada vez mais em voga atualmente.

Os riscos para a saúde e para o meio ambiente são estudados de forma detalhada. Em 2015 a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC) classificou o glifosato entre os prováveis agentes cancerígenos para seres humanos (Grupo 2A). O fabricante Monsanto contestou esta decisão usando estudos toxicológicos realizados para este efeito. A opinião de especialistas na área também não é clara pois ainda não foram demostrados os mecanismos causadores de cancro em humanos, com a utilização deste herbicida. A utilização de glifosato é controversa em todo o mundo. Se por um lado é uma substância ativa e funcional que está no mercado há quase 50 anos, por outro, existem primeiros ensaios nos EUA a demonstrar os perigos para a saúde pública e para o meio ambiente. 
O uso de glifosato ainda não está proibido na União Europeia, pelos menos até ao próximo ano de 2022, quando o Parlamento Europeu irá discutir uma proibição absoluta desta substância. Desde 1 de janeiro de 2019, o uso de produtos contendo glifosato em culturas pré-colhidas para utilização alimentar foi proibido na República Checa e estão sendo discutidas restrições aos produtos à base de glifosato para uso doméstico.

A determinação de glifosato e AMPA em água é realizada frequentemente pelo laboratório. Face à importância crescente deste tema, aumentamos a nossa capacidade para realizar este ensaio noutras matrizes, como solos e sedimentos, estando só os nossos resultados acreditados pelo Instituto de Acreditação Checo. As análises de glifosato e AMPA são realizadas usando o método de extração básica, derivatização e deteção por de LC-MS. Determinamos ambas as substâncias com um limite de 0,01 mg / kg de matéria seca.
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